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O tratamento de varizes dói? Menos do que você imagina

  • 23 de jul.
  • 5 min de leitura

Se você adia o cuidado com as pernas por medo de sentir dor, vá direto à resposta: o tratamento de varizes dói bem menos do que você imagina. A imagem de um procedimento cheio de agulhas e sofrimento vem de tratamentos feitos há 15, 20 ou 30 anos, não do que se faz hoje. Com novas técnicas, menos sessões e recursos que trazem conforto, dá para tratar as varizes de forma tranquila e adaptada à sua sensibilidade.

O medo não precisa ser o motivo para continuar adiando.

Por que tanta gente tem medo de tratar varizes?

No consultório, escuto isso quase todos os dias: pacientes que gostariam de tratar as varizes, mas morrem de medo da dor. Esse medo quase nunca vem da experiência da própria pessoa, vem de histórias.

De uma amiga, de uma mãe, de uma tia, de uma avó que tratou varizes há muitos anos e passou por uma jornada realmente sofrida.

Eu entendo bem de onde vem essa imagem. Sou filho de cirurgião vascular e, quando era mais novo, via as fichas de tratamento do meu pai.

Alguns duravam 25, 30 encontros. Imagine ser filha de uma paciente que foi ao consultório 25 ou 30 vezes para tratar as pernas, dá para entender por que ela chegava em casa dizendo "meu Deus, hoje é dia de sofrer".

A gente cresce escutando essas histórias e vai absorvendo esse medo como se fosse nosso.

O que mudou: por que hoje o tratamento dói menos

A boa notícia é que o tratamento de hoje não é o mesmo de décadas atrás. Aquela ideia de um procedimento agressivo, cheio de agulhas, ficou no passado.

O avanço da tecnologia mudou coisas importantes:

  • Técnicas mais modernas. Recursos como o laser transdérmico ajudam a entender melhor o tipo de variz que você tem e a planejar um tratamento mais confortável.

  • Menos encontros. Aquele tratamento que exigia 20 ou 30 sessões hoje costuma ser feito em quatro, cinco ou seis encontros. Isso é conforto também na logística: você não precisa ficar se deslocando o tempo todo para tratar.

  • Dispositivos que aliviam o desconforto. Um exemplo é o resfriador de pele, que lança um ar bem gelado sobre a região, resfriando a pele e trazendo muito mais conforto durante a sessão.

Entender com precisão o tipo de variz também ajuda a escolher melhor qual agulha e qual laser usar em cada caso, o oposto daquela ideia de "furar por furar". Quer conhecer como funciona uma das abordagens mais delicadas?

Veja como é a microcirurgia de varizes. E, se você prefere primeiro entender as opções que não envolvem cirurgia, conheça o tratamento de varizes sem cirurgia em Salvador.

Cada pessoa sente de um jeito diferente

Aqui está a parte mais importante: não existe uma resposta única sobre dor, porque cada corpo sente de um jeito. O tipo do vaso, o tom da pele e a sua sensibilidade mudam tudo.

Tenho pacientes que se sentam para tratar tão realizadas por finalmente estarem cuidando das pernas que não sentem praticamente nada, chego a passar uma hora, uma hora e quinze numa sessão, com a paciente ali tranquila, de sorriso no rosto. Para ela, simplesmente não incomoda.

A única forma de saber como vai ser a sua resposta é conversando, entendendo a sua história e começando o tratamento com calma para observar como o corpo reage.

Como o tratamento se adapta à sua sensibilidade

Deixa eu te contar um caso recente. Uma paciente vinha adiando o tratamento havia mais de 10 anos por medo da dor.

Logo na consulta, ela foi honesta: "doutor, eu sou muito sensível, qualquer coisinha na pele me incomoda".

A gente acolheu essa dor e planejou o tratamento respeitando exatamente essa sensibilidade. Desde a primeira sessão, ela ia me dizendo se estava doendo ou não e como se sentia.

Com base nisso, fomos ajustando:

  • Sessões mais curtas, para não cansar.

  • Intervalos maiores entre uma sessão e outra.

  • Capricho no resfriamento da pele, o tal "gelinho", a cada aplicação.

Foi um tratamento um pouco mais lento, sim, mas tranquilo e possível para ela. É isso que quero dizer com plano individualizado: a estratégia se adapta ao seu vaso, ao tom da sua pele e à sua sensibilidade, e não o contrário.

Se você quiser tratar as suas varizes, a dor não precisa ser um impedimento. O medo não deve ser o motivo para adiar; ele vira uma informação que a gente leva em conta no planejamento.

Perguntas frequentes sobre dor no tratamento de varizes

O tratamento de varizes dói muito?

Hoje, bem menos do que a fama que carrega. Com técnicas modernas, menos sessões e recursos como o resfriador de pele, o desconforto costuma ser bem menor do que o dos tratamentos feitos há décadas.

E, como cada pessoa sente de um jeito, o plano é ajustado à sua sensibilidade.

Quantas sessões são necessárias para tratar varizes?

Varia de caso para caso. O que mudou é que tratamentos que antigamente levavam 20 ou 30 encontros hoje costumam ser feitos em torno de quatro a seis sessões, graças ao avanço das técnicas.

O número exato depende do seu tipo de variz e é definido na avaliação.

Existe como diminuir a dor durante o procedimento?

Sim. Além da escolha precisa da técnica para o seu caso, usamos dispositivos como o resfriador de pele, que joga um ar bem gelado sobre a região e traz conforto.

Também dá para fracionar o tratamento em sessões mais curtas e com intervalos maiores quando a pessoa é mais sensível.

Sou muito sensível à dor. Ainda assim posso tratar as varizes?

Pode. A sensibilidade é levada em conta no planejamento, ela não é um impedimento.

Conversando e começando com calma, é possível construir um ritmo que respeite o que você sente, como foi o caso da paciente que descrevi acima.

E a recuperação depois do tratamento, dói?

A recuperação é uma etapa à parte e merece atenção própria. Para saber o que esperar logo após o procedimento, veja o passo a passo de como são os primeiros dias de recuperação da cirurgia de varizes.

Assista ao vídeo original

Sobre o autor

Dr. Eutímio Brasil é cirurgião vascular em Salvador-BA, especialista no tratamento de varizes, vasinhos e doenças da circulação. Seu método é individualizado, da avaliação ao tratamento, um plano sob medida para cada paciente.

Aviso: este conteúdo é informativo e educativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso é único e precisa de avaliação individual com um cirurgião vascular de confiança.

Quer cuidar das suas pernas com quem trata varizes de forma individualizada?

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